Reprovação quase nunca é falta de técnica. É falta de processo
A concessionária não avalia intenção. Ela confere o que está escrito contra a norma de fornecimento e contra o cadastro da unidade. Um dado divergente entre a fatura, o projeto e o formulário já basta para o pedido voltar, e um novo prazo de análise começa do zero.
Quem passa por esse fluxo com frequência sabe exatamente onde ele quebra. Quem passa uma vez a cada dois anos, não.
As causas mais comuns de recusa
- Divergência entre titularidade, endereço ou número da unidade consumidora e o cadastro da distribuidora
- Potência de geração incompatível com a carga instalada ou com o padrão de entrada
- Diagrama unifilar incompleto ou sem os dispositivos de proteção exigidos
- Documentação do equipamento sem certificação ou modelo fora da lista aceita
- Ausência ou inconsistência de ART e TRT
- Padrão de entrada executado fora da norma de fornecimento
- Restrição técnica no ponto de conexão, incluindo inversão de fluxo no alimentador
Como conduzimos
- Leitura da pendência. Interpretamos o que a distribuidora efetivamente pediu, que muitas vezes não é o que o texto parece dizer.
- Auditoria do projeto e do que está instalado. Confronto entre projeto, execução e norma.
- Correção e responsabilidade técnica. Projeto corrigido, memorial, unifilar, ART e TRT.
- Reapresentação e acompanhamento. Protocolo, acompanhamento da análise e resposta imediata a qualquer nova pendência.
O caso mais delicado: restrição no ponto de conexão
Quando a recusa é por inversão de fluxo ou por limitação do alimentador, não existe correção de projeto que resolva sozinha. A saída passa por redimensionamento, por solução com armazenamento, por alteração do ponto de entrega ou por reavaliação técnica junto à distribuidora. Nesse cenário, dizemos o que é possível e o que não é, com a conta na mesa. Prometer aprovação onde a rede não comporta é o tipo de promessa que a gente não faz.